quarta-feira, 7 de maio de 2014

Prata Martelada




Lágrimas frias pingavam sobre eles a cada passo
Mergulhados na sua própria lagoa de silêncio
E fogo, a soltar baforadas no frio
Se a manhã viesse seriam crianças
A dormir no jardim com cem borboletas no dorso
A subir uma árvore, a apanhar peixes
Nas mãos, sem que a Casa houvesse deles caído
Pintando em tons de marfim e prata
Mil telhados abaixo dela, enluarando fossos
E pirâmides e eu sozinho,
Os meus dragões a rugir na escuridão,
O vento nas árvores de fruto e a palidez
Da mariposa do jardim, as estrelas a tapar
A Grande Porta. 

André Consciência

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